RIBazz Art BLog
9/26/11
Pintura Ribazz 2011 -EXploring concepts in Contemporary Art.
9/1/11
A OBRA DE ARTE NA ERA DA SUA REPRODUTIBILIDADE DIGITAL (I)
A OBRA DE ARTE NA ERA DA SUA REPRODUTIBILIDADE DIGITAL (I)
AUGUSTO M. SEABRA
2011-04-04
“O museu [para] Valéry [e] Proust” é um texto de Adorno, incluído na colectânea “Prismas”, em que ele analisa as antitéticas posições dos dois escritores franceses, o crítico e o defensor da instituição “museal”.
Num texto que justamente se intitula “Le problème des musées”, incluído nas “Pièces sur l’art”, Valéry, em nome do carácter raro e único de uma obra de arte – antecipando-se ao conceito de “aura” em Benjamin – faz uma diatribe contra o princípio da sua acumulação, pois que quanto mais admirável fosse uma obra mais a percepção e fruição das suas características se dissipariam nessa acumulação, uma obra fazendo perecer outra ao lado. Para ele, escreve Adorno, “a duração da obra individual é o problema crucial”. Na sua perspectiva, que se poderá considerar aristocrática, Valéry não deixa de suscitar uma importante questão: a da “reificação e neutralização” da obra pela instituição.
Proust, pelo contrário, em várias passagens de “Em Busca do Tempo Perdido”, exalta a fruição das obras que os museus propiciam. Escreve Adorno: “Proust, o romancista, começa virtualmente onde Valéry, o poeta, pára – com a posteridade da obra de arte. A relação primordial de Proust com a arte é a precisamente oposta à do especialista e do produtor. Antes de mais ele é um consumidor admirativo, um amador [aquele que ama]”.
Adorno ilumina assim uma persistente antítese entre a dúvida perante o museu e a sua exaltação, mas também entre o criador e o fruidor, o produtor e o receptor, entre a singularidade da obra e a sua posteridade, a vida própria da arte e o seu enclausuramento.
Mas enuncia ele na abertura do texto: “A palavra alemã ‘museal’ (‘museulike’) tem acentos desagradáveis. Refere-se a objectos com os quais o observador já não tem uma relação vital e que estão em processo de morte, devendo a sua preservação mais ao respeito histórico que à necessidade do presente. Museus e mausoléus estão ligados por mais que a associação fonética. Os museus são como que o sepulcro familiar das obras de arte. Eles atestam a neutralização da cultura. Tesouros da cultura estão armazenados neles, e o seu valor de mercado não deixa espaço para o prazer de os contemplar. Todavia esse prazer está dependente da existência deles. Qualquer pessoa que não tenha a sua própria colecção pode em geral tornar-se familiar com a pintura e a escultura apenas em museus”.
Evoquemos então outra abertura de um texto, o célebre e fundamental “O Museu Imaginário” de André Malraux: “Um crucifixo românico não era, de início, uma escultura; a ‘Madona’ de Cimabue não era, de início, um quadro; nem sequer a ‘Atena’ de Fídias era, de início, uma estátua. O papel do museu na nossa relação com as obras de arte é tão considerável que temos dificuldade em pensar que ele não existe, nunca existiu, onde a civilização da Europa moderna é ou foi ignorada. O século XIX viveu dos museus: ainda vivemos deles, e esquecemos que impuseram ao espectador uma relação totalmente nova com a obra de arte. Contribuíram para libertar da sua função as obras de arte que reuniam, para transformar em quadros até mesmo os retratos”. Sublinhe-se bem a premissa de Malraux, de resto metodicamente explanada ao longo do livro – os museus impuseram uma relação nova com as obras, transformando-as em Arte.
Com essas premissas, o postulado de Malraux é todavia mais lato e também controverso, sendo liminarmente exposto no parágrafo final da Introdução: “Na verdade, criou-se um Museu imaginário, que vai aprofundar o incompleto confronto [um confronto de metamorfoses] imposto pelos verdadeiros museus: respondendo ao apelo por estes lançado, as artes plásticas inventaram a sua imprensa”.
Esta análise contrapõe-se à consideração por Walter Benjamin no seu célebre texto “A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica” do desencantamento da obra, do seu “hic et nunc”, da aura, de um declínio suscitado pelas possibilidades fotográficas, como ele já apontava em “Pequena História da Fotografia” – “O conceito de aura permite reunir essas características: o que se atrofia na era da reprodutibilidade técnica é a sua aura”, característica essa que se “poderia definir como a única aparição de uma realidade distante, por mais próximas que estejam”.
É essa característica de uma “distância” que desaparece. “Fazer as coisas ‘ficarem mais próximas’ é uma preocupação tão apaixonada das massas modernas como a sua tendência a superar o carácter único de todos os factos através da sua reprodutibilidade. Cada dia fica mais irresistível a necessidade de possuir o objecto, de tão perto quanto possível, na imagem, ou antes, na sua cópia, na sua reprodução. Cada dia fica mais nítida a diferença entre a reprodução, como nos é oferecida pelas revistas ilustradas e pelas actualidades cinematográficas, e a imagem. Nesta, a unidade e a durabilidade associam-se tão intimamente como, na reprodução, a transitoriedade e a repetibilidade”.
Não por acaso, pôs Benjamin em epígrafe outro texto das “Pièces sur l’art” de Valéry, “La conquête de l’ubiquité”: “As nossas Belas-Artes foram instituídas, e os seus tipos de uso fixados, num tempo bem distinto do nosso, por homens para quem o poder de acção sobre as coisas era insignificante comparado com o que possuímos. Mas o surpreendente crescimento dos nossos meios, a destreza e precisão que atingiram, as ideias e hábitos que introduziram fazem-nos estar certos de mudanças próximas e muito profundas na antiga indústria do Belo. (…) Devemos esperar que grandes novidades transformem toda a técnica das artes, agindo sobre a invenção artística em si, indo talvez mesmo modificar maravilhosamente a própria noção de arte ”.
Citando estes autores, encontramos assim uma série de antíteses fundamentais à recepção da obra de arte no processo começado com a abertura dos museus, muito em particular pela instituição do Louvre, em 1791, pela Convenção revolucionária, até à era da reprodução: obra-museu, distância-proximidade, transitoriedade-posteridade e unicidade-reprodutibilidade. Atender ao debate Valéry-Proust, nos termos analisados por Adorno, e sobretudo ao outro e crucial, Malraux-Benjamin, é assim de primordial importância.
Sucede que entramos numa ainda outra nova era, quando a maior parte dos museus – e dos monumentos também – têm os seus próprios sítios informáticos, estão em linha. É razão para convocar outro texto deveras importante, “Archives of Modern Art” de Hal Foster, incluído em “Design and Crime (and others diatribes)”, que analisa aqueles outros dois debates – é de resto um dos poucos a citar o tão pouco referido ensaio de Adorno – e o fundamental projecto do “Mnemosyne Atlas” de Aby Warburg, para concluir: “Se o velho museu, como imaginado por Baudelaire, Proust e outros era o local para a reanimação mnemónica [de memorização] da arte visual, o novo museu tende a dividir o mnemónico do visual. Cada vez mais a função mnemónica do museu tende para o arquivo electrónico, a que se pode ter acesso quase em toda a parte, enquanto a experiência visual é atributo não só da forma-exposição mas também do museu-edifício como espectáculo – isto é, uma forma que pode circular nos media servindo a qualidade equitativa e cultural capital. Esta imagem é talvez a forma primeira do público de arte hoje”.
São considerações tanto mais premonitórias quando estamos precisamente num momento de viragem do máximo relevo: não só o projecto de Warburg está em linha, www.welib.de/e-entry.htm, como muitos dos mais importantes museus do museu do mundo estão agora em rede no recém-lançado www.googleartproject.com e se anuncia a participação de Serralves e vários outros museus de arte contemporânea numa outra rede incluída na plataforma cultural europeia, www.europeana.eu/portal. É uma viragem que obriga a uma reflexão própria.
Augusto M. Seabra
5/16/11
Paul Klee




3/9/11
Amadeo Souza Cardoso - A vanguarda futurista e o modernismo português

"Menina dos Cravos" - bela pintura, bela representação...
O Modernismo em Portugal, entre outros, ficou marcado pelo pioneirismo de Amadeo Souza Cardoso com uma profícua pesquisa plástica que percorreu as vanguardas do Fauvismo ao Futurismo, só interrompida pela morte prematura do pintor.
Acerca da sua exposição "Abstraccionismo" Almada Negreiros afirmou que Amadeo é a primeira descoberta de Portugal na Europa do séc. XX. Amadeo estabelece a síntese entre o espaço pictórico cézarianno, pela geometrização das formas e um tratamento simplificado da cor que o aproxima das correntes abstractas vindouras. São aspectos que nos remetem para o Orfismo e para a influência de Robert Delaunay e Frank Kupka. Ancorado teoricamente ao futurismo Amadeo adoptou as formas ao contexto nacional, porque estabelece a vanguarda futurista e o modernismo português.
ALMADA NEGREIROS

Eu sou o resultado consciente da minha própria experiência"
...
O movimento artístico português necessita de inovação. Os artistas plásticos continuam a satisfazer os gostos de uma sociedade burguesa. O naturalismo predomina na arte. Os impressionistas não têm repercussões em Portugal. É um país limitado. Almada sabe-o. Há que dizê-lo.
Em 1913 publica o primeiro desenho n’A Sátira - é necessário agitar a mentalidade artística portuguesa. No mesmo ano faz a primeira exposição individual. São cerca de 90 desenhos.
Fernando Pessoa escreve uma crítica à exposição. Quando Almada o aborda, responde-lhe que não percebe nada de arte... Nasce a amizade.
Entretanto Almada não pára. Colabora em várias publicações. Faz ilustrações. Escreve a primeira poesia. Desenha o primeiro cartaz. Junta-se com outros artistas.
Em 1915 sai o primeiro número da revista ORPHEU. Algum escândalo
Júlio Dantas deprecia o trabalho. Reacções à inovação. Critica a publicidade feita à revista. Afirma não haver justificação para o sucesso. Diz que os autores são pessoas sem juízo.
A 21 de Outubro do mesmo ano estreia-se a peça Soror Mariana. O autor é Júlio Dantas. Almada vai agora reagir. Publica o Manifesto Anti-Dantas e por extenso. O manifesto não é apenas contra Dantas. É uma reacção contra uma geração tradicionalista, uma sociedade burguesa, um país limitado.
"... Basta PUM Basta!
Uma geração, que consente deixar-se representar por um Dantas é uma geração que nunca o foi. É um coio d’indigentes, d’indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero! Abaixo a geração!
Morra o Dantas, morra! PIM!
No fim assina: POETA D' ORPHEU, FUTURISTA E TUDO.
...
"As construções do Estado multiplicam-se a olhos vistos, porém as paredes estão nuas como os seus muros, como um livro aberto sem nenhuma história para o povo ler e fixar."
Salinas Naturais de Rio Maior
12/15/10
Florbela Espanca - arte popular

Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.
Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer!
Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!
Amo-te tanto! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!
Florbela Espanca
Florbela Espanca (Portuguese pronunciation: [floɾˈbɛlɐ (ɨ)ʃˈpɐ̃kɐ]; birth name Flor Bela de Alma da Conceição),Portuguese poet (Vila Viçosa, December 8, 1894 — Matosinhos, December 8, 1930). Precursor of the feministmovement in Portugal, she had a tumultuous and eventful life that shaped her erotic and feminine writings.in wikipedia9 faces
10/14/10
Art life ideology with words

palavras soltas em português

Tudo tem um princípio...
9/23/10
4/15/10
Amália, rainha do Fado e do povo - pop art ribazz

Amalia pop art, is another of my works characterized by the influence of Andy Warhol and his repetition technique. One of his best known works is the portrait of Marilyn Monroe.
In an attempt to give the "Amalia" different shades and colors, trying to show her different faces, sorrows and joys of Amália.
3/24/10
3/23/10
Camões Série 9
Different colors affect emotions and feelings,
the face of the poet Luis Vaz de Camoes takes many interpretations.
Following one of the principles of Andy Warhol, repetition. In the same picture we see something different in each "Camões".
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo amor?
(Luís de Camões, poeta portugues)
3/18/10
Luis Vaz de Camões - pop art by Ribazz

1/12/10
1/7/10
A Story Of Love And Street Art From Juan in Portugal



"These hearts were painted by my girlfriend and I in Coimbra, Portugal a couple of years back. She is from Coimbra and I am from Chicago and we've been able to maintain a long distance relationship for the past 2.5 years. Since then, we continue to paint some of these hearts every time we are together in Coimbra. What is interesting about Portugal's Calçada (sidewalk), is that you can take a combination of a minimum of three stones and find the shape of an abstract heart form. The heart can grow by adding more stones to the original three."
Posted by marc
11/18/09
Blue Curved Lines
1/2/09
Happy New Year 2009
"Bionic Nature" Ribazz 2008
Desejos de um 2009 cheio de Sáude, Trabalho, Amizade, Esperança, Amor, e Sucessos.
2009 foi designado como:
- o Ano Internacional da Astronomia, pela ONU [1][2]
- o Ano Internacional das Fibras Naturais, pela ONU[3]
- o Ano Internacional da Reconciliação, segundo a ONU[4]
- o ano do boi, segundo o horóscopo chinês.
- o Ano Internacional da Aprendizagem sobre Direitos Humanos, segundo a ONU[5]
- o Ano Internacional do Gorila, segundo a ONU[6]
- o ano de José María Morelos, Servo da Nação, segundo o Governo do México
12/12/08
Good News -ART LA, New Los Angeles International Contemporary Art Fair
ART LA, the New Los Angeles International Contemporary Art Fair, takes place at the Barker Hangar at the Santa Monica Airport,
January 23 - 25 2009. The fair presents a select roster of 60 top international and Los Angeles based galleries representing an informed cross-section of today's contemporary art trends and directions.
The exhibiting galleries at ART LA are an even balance of established blue chip and emerging galleries, all presenting the most progressive, international art work being produced today. Half of the exhibitors hail from the immediate Los Angeles area, and half are from the United States and abroad.
The fair is designed to spotlight the Los Angeles art scene and its prominence within current international artistic trends. The fair brings influential international galleries and their artists work for the interested art patron and collector alike to enjoy. The finest examples of contemporary art work will be available for view and sale.
The weekend of ART LA 2009 has been expanded to include a full auxiliary programming series. Special exhibitions, performances, conversations and premiere film screenings will be staged at the Barker Hangar and throughout the city during the run of the fair.
in www.art-la.com
12/5/08
Damien Hirst - The Young British Artist
Damien Hirst
Damien Hirst’s wide-ranging practice – installations, sculpture, painting and drawing – has sought to challenge the boundaries between art, science and popular culture. His energy and inventiveness, and his consistently visceral, visually arresting work, has made him a leading artist of his generation.
Hirst explores the uncertainty at the core of human experience; love, life, death, loyalty and betrayal through unexpected and unconventional media. Best known for the ‘Natural History’ works, which present animals in vitrines suspended in formaldehyde such as the iconic The Physical Impossibility of Death in the Mind of Someone Living (1991) and Mother and Child Divided (1993), his works recast fundamental questions concerning the meaning of life and the fragility of biological existence. For Hirst, the vitrine functions as both window and barrier, seducing the viewer into the work visually while providing a minimalist geometry to frame, contain and objectify his subject. In many of the sculptures of the 1990s, such as The Acquired Inability to Escape (1991) and The Asthmatic Escaped (1992) a human presence was implied through the inclusion of relic-like objects: clothes, cigarettes, ashtrays, tables and chairs. That implied human presence became explicit in Ways of Seeing (2000), a vitrine sculpture with a figure of a laboratory technician seated at a desk looking through a microscope. The more celebratory work Hymn (2000), a polychrome bronze sculpture, reveals the anatomical musculature and internal organs of the human body on a monumental scale. Hirst is equally renowned for his paintings. These include his ‘Butterfly Paintings’, tableaux of actual butterflies suspended in paint, or in Amazing Revelations (2003), for instance, he arranged thousands of butterfly wings in a mandala-like pattern. His ‘Spin’ series are made with a machine that centrifugally disperses the paint steadily poured onto a shaped canvas surface, while his ‘Spot’ series have a rigorous grid of uniform sized dots. Recently, he has explored photo-realism in the ‘Fact’ paintings.
Damien Hirst was born in 1965 in Bristol, UK. He lives and works in London and Devon. He has participated in numerous group exhibitions including Into Me / Out of Me, P.S.1 Contemporary Art Center, New York (2006), In-A-Gadda-Da-Vida, Tate Britain, the 50th Venice Biennale (2003) and Century City, Tate Modern (2001). Solo exhibitions include Astrup Fearnley Museet fur Moderne Kunst, Oslo (2005), Museum of Fine Arts, Boston (2005) and Archaeological Museum, Naples (2004). He received the DAAD fellowship in Berlin in 1994 and the Turner Prize in 1995.
in whitecube.com




























